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23 de mar. de 2009

50 anos de Roberto Carlos

Roberto Carlos fará show comemorativo a partir de 16 de abril, data de seu aniversário. O primeiro show será em Cachoeira do Itapemerim/ES, cidade natal do Roberto Carlos.

Link para a notícia: UOL Música

Meu caro leitor, prepare seu coração. Tome seu remédio para pressão, leve umas sacolinhas para guardar as flores vermelhas derramadas pelo El-Rey (Rei não joga, derrama), compre seu Corega para a dentadura não voar enquanto você acompanha "aquela" música especial, que embalou seus momentos com o brotinho. Prepare-se para fortes emoções.

Brincadeiras à parte, essa homenagem é mais do que merecida. Roberto Carlos é um dos poucos cantores antigos em franca atividade, sempre vendendo CDs e apresentações com sucesso, e atraindo patrocinadores para seu programa televisivo no fim de ano. Pouquíssimos cantores fizeram tanto sucesso quanto ele. Parabéns, Roberto Carlos!


Roberto, agora entendo seus ternos monocromáticos.

3 de jan. de 2009

Cantor antigo do dia

Núbia Lafayette, uma grande cantora, que é pouco reconhecida nos tempos atuais (Núbia who?) é uma das representantes da música dor de cotovelo, fossa ou música de corno (escolha o que mais preferir). E eu adoro!

Para que Emocore, se existe Núbia? As músicas delas são mais cativantes! Ela não fazia caretas, não fazia pose de rebelde. Segurava o microfone corretamente e não corria de um lado para o outro para demonstrar excitação emocional extrema. Ela simplesmente cantava.



Devolvi o cordão e a medalha de ouro,
E tudo que ele me presenteou
Devolvi suas cartas amorosas,
E as juras mentirosas,
Com que ele me enganou.
Devolvi a aliança e também seu retrato
Para não ver o seu sorriso
no silêncio do meu quarto.
Nada quis guardar como lembrança,
Prá não aumentar meu padecer.
Devolvi tudo
Só não pude devolver
A saudade cruciante
Que amargura meu viver.
Devolvi a aliança e tambem seu retrato.
Para não ver seu sorriso
No silêncio do meu quarto.
Nada quie guardar como lembrança.
Para não aumentar meu padecer.
Devolvi tudo,
Sá não pude devolver,
A saudade cruciante,
Que amargura meu viver...



Desculpe, meu amor, o que eu lhe digo,
Mas meu bem, não é comigo, que você deve lamentar.
Você nunca foi um bom marido,
Não cumprindo o prometido que jurou aos pés do altar.
É triste confessar, mas é preciso,
Você não teve juízo em dizer que não me quis.
Perdoa, meu amor, não sou fingida,
Não é só casa e comida, que faz a mulher feliz.
Noites, quantas noites, eu passava,
Por você abandonada, a chorar na solidão.
E quando eu reclamava, você ria,
Me dizendo que ficava, no escritório, no serão.
Agora você tenha paciência,
Eu lhe peço, por clemência,
Deixe em paz meu coração.
Repito o que todo mundo diz:
Não é só casa e comida, que faz a mulher feliz.
Noites, quantas noites, eu passava,
Por você abandonada, a chorar na solidão,
E quando eu reclamava, você ria,
Me dizendo que ficava, no escritório, no serão.
Agora você tenha paciência,
Eu lhe peço, por clemência,
Deixe em paz meu coração.
Repito o que todo mundo diz:
Não é só casa e comida, que faz a mulher feliz.