14 de set. de 2008

Explicando (?) o inexplicável

Um dos sites mais bacanas que eu conheço - e que acesso pouco por falta de tempo ou esquecimento - é o How Stuff Works?

Tem uma versão em Português hospedada no UOL chamada Como tudo funciona - HowStuffWorks.

Agora tem coisa que não dá para aguentar. Explicar "Como funciona o amor" ou "O que faz com que nos apaixonemos" é dose. Colocam um mumbo jambo pseudo científico (menção de ferômonios) e algumas menções de "pesquisas" e voilà: explicação para o amor e a paixão.

Não obrigado, não somos obrigados!

O que faz com que nos apaixonemos?


Todos temos um modelo de parceiro ideal escondido em algum lugar de nosso subconsciente. É esse modelo de amor que vai decidir qual pessoa, em uma multidão, vai chamar nossa atenção. Mas como se forma esse modelo?

Aparência
Muitos pesquisadores defendem que temos tendência a procurar parceiros do sexo oposto parecidos com nossos pais. Alguns acreditam até que somos atraídos por pessoas parecidas conosco. De fato, o psicólogo cognitivo David Perrett, da Universidade de St. Andrews, na Escócia, realizou uma experiência onde manipulava fotos do rosto de cada indivíduo, transformando-o em um rosto do sexo oposto. Então, ele pediu para que o indivíduo selecionasse, em uma série de fotos, qual achava mais atraente. Segundo o Dr. Perrett, as pessoas que participaram da experiência sempre preferiam a versão manipulada de seu próprio rosto e não reconheciam-na como sua.

Personalidade
Assim como acontece em relação à aparência, tendemos a preferir aqueles que lembram nossos pais ou outras pessoas próximas de nós durante a infância, por causa da personalidade, senso de humor, gostos etc.

Feromônios
A questão dos feromônios humanos ainda é importante no campo da pesquisa do amor. A palavra “feromônio” vem das palavras gregas phéro e hormôn, que juntas significam "trazer excitação".

No mundo animal, os feromônios são “marcas” olfativas individuais encontradas na urina e no suor, que ditam o regulamento sexual e atraem o sexo oposto.

Olhando nos olhos

O Professor Arthur Aron, da Universidade do Estado de Nova York, em Stonybrook, estudou o que acontece quando as pessoas se apaixonam e descobriu que olhar nos olhos da outra pessoa tem um grande impacto.

Em uma experiência, o Professor Aron colocou desconhecidos de sexos opostos juntos por 90 minutos e pediu que eles conversassem sobre detalhes íntimos. Ele então pediu que eles olhassem nos olhos uns dos outros por 4 minutos, sem falar. Os resultados? Muitos participantes sentiram atração por seus parceiros após a experiência, e dois acabaram se casando 6 meses depois

Bem, ao menos se aproveita duas dicas útéis deste amontoado de baboseiras:

Se você quiser que o outro se apaixone por você olhe bem nos olhos. Não garante mas já um bom primeiro passo.

Se quiser evitar se apaixonar não olhe nos olhos.
De preferência use óculos de sol bem escuros além de ser cool você parecerá ainda mais cool (ou cú - se os óculos forem bregas e a situação não permitir a utilização do artefato como por exmplo dentro de um restaurante à noite).

Ciência tudo bem, mas conversa de boteco travestida de pesquisa ninguém merece. Fala sério!



Todo mundo sabe que o amor e a paixão não podem ser explicados pelos cientistas. Amor e paixão só se revelam de verdade aos músicos e aos poetas. /momento miguxo do blog

Quem não compreende um olhar,
tampouco compreenderá uma longa explicação
Mario Quintana

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