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28 de dez. de 2008

Não faz mal, não faz mal, limpa com jornal

Passou o Natal e aconteceram algumas coisas mesmo neste período natalino. Para você ver o Papai Noel (ou alguém vestido como ele) deu uma surtada básica e matou pelo menos 8 pessoas antes de suicidar-se.



Mas também falar o quê se além de patrocinar o Natal, chegamos ao cúmulo quando a Coca-Cola comprou até Jesus?

Antigamente a Nossa Senhora pegava o menino Jesus no colo. Agora o mundo está mudado. Maddona conheceu biblicamente Jesus depois de sentar no seu colo, inversão que não deixa de ser irônica. E profana, bem ao estilo da outrora material girl.

Sim, apesar da Cabala eu ainda acho que Madonna é bem material. E consumista. Mas não é mais garota apesar de estar super malhada para os seus 50 anos.

O pior deste Natal é voltar a trabalhar depois de 4 dias de folga e excessos. Eu gostaria de sumir como o Jesus brasileiro. O cara deve ter ascendido aos céus, ou pelo menos foi para Londres.

Alguns vão comer peru por mais alguns dias, outros não vão poder nem olhar um Panetone nos próximos meses. Muitos prefeririam ter ganho anti-ácido de presente neste Natal.






O quê eu estou fazendo aqui? Eu tô bem.
Hic! Tomei só duas tacinhas de champagne...


Termino este post com um comercial antigo (tão antigo que alguns leitores nem eram nascidos quando passou na TV) do extinto Banco Nacional - que foi comprado pelo Unibanco e que agora foi comprado pelo Itaú.

A música deste comercial já chegou a ser chamada - maldosamente - de o melô do sexo anal:
"Quero ver você não chorar, não olhar para trás, nem se arrepender do que faz"



Muito juízo, muita água e muito anti-ácido para quem precisa. Lembre-se que o ano termina em 3 dias mas a vida continua. Se a vida te der um limão faça uma limonada ou uma caipirinha/caipiroska.

E se der merda - e ainda por cima acabar o papel higiênico - sempre tem o jornal!


27 de jul. de 2008

14 de jul. de 2008

One-Year Limited Warranty



São Paulo, segunda-feira, 14 de julho de 2008
MOACYR SCLIAR

A maratona do sexo


Jorge sempre pensara na mulher como amante medíocre, mas agora se via obrigado a mudar de opinião
Americana presenteia marido com um ano de sexo diário.

Uma americana que presenteou o marido com um ano de relações sexuais todos os dias acaba de lançar um livro em que conta a experiência. Intitulado "365 Noites: Uma História de Intimidade", o livro foi escrito por Charla Muller, que vive com o marido, Brad, na Carolina do Norte. Charla fez a proposta para o marido quando ele completou 40 anos de idade.

Ela ofereceu fazer sexo todos os dias durante um ano como um presente de aniversário. Segundo ela, eles estavam casados havia oito anos, tinham um casamento sólido e dois filhos, mas o sexo tinha caído na rotina. Por isso, decidiu fazer a oferta para o marido, que inicialmente recusou a proposta, mas concordou em seguida.

Para cumprir a tarefa, o casal teve que criar um calendário diário para a atividade e algumas regras básicas: quando um dos dois estivesse viajando a trabalho, não teriam relações e não precisariam "repor" os dias "perdidos". Conforme Folha Online de 18 de junho.

Presente de grego: presente, dádiva ou oferta que traz prejuízo ou aborrecimento a quem o recebe. [Extraído do Dicionário Houaiss]

DE UMA VIAGEM aos Estados Unidos Jorge trouxe de presente para Alice o livro de Charla Muller, contando sobre o presente que a autora americana tinha dado ao marido Brad: um ano de sexo diário. Jorge disse que o livro despertara sua curiosidade pelas coincidências: como Brad, ele havia acabado de completar 40 anos.

Como Brad e Charla, eles estavam casados havia oito anos. Mas Alice viu naquilo uma insinuação. Fogoso, Jorge queixava-se de que ela nem sempre correspondia aos seus arroubos apaixonados. O que ele estava querendo, no fundo, era uma maratona sexual como aquela que Charla descrevia.

Com o que ela, talvez em razão da culpa, mostrou-se de acordo. "Vamos repetir a proeza deles", disse, acrescentando: "Ainda que você não seja o Brad. O Brad Pitt, pelo menos".

No começo foi maravilhoso. E surpreendente. Jorge sempre pensara na mulher como amante medíocre, mas agora se via obrigado a mudar de opinião. Alice revelava-se um verdadeiro demônio na cama, a ponto de deixá-lo exausto. E preocupado.

A verdade é que não estava numa boa fase de sua vida. Tinha muitos conflitos na empresa em que trabalhava -e isso, claro, se refletia em sua disposição para o sexo, que diminuíra consideravelmente. Por outro lado, não podia fazer uma desfeita à entusiasta mulher.

Problemão, portanto, que teve uma inesperada solução: o chefe, percebendo que Jorge não estava bem na empresa, sugeriu que assumisse o cargo de supervisor, o que significaria viajar muito. Jorge aceitou, aliviado: estava matando dois coelhos com uma cajadada.

Com as viagens, o calendário sexual mudou, e ainda que Alice se mostrasse um tanto decepcionada, Jorge estava contente. Mas, então, no último daqueles 365 dias, algo aconteceu. No aeroporto, onde tomaria o avião para voltar para casa, conheceu uma moça. Atração imediata, o potencial começo de uma tórrida relação. Mas ele tinha de embarcar, e, depois de anotar o telefone e o e-mail da jovem, embarcou. A primeira coisa que fez, ao chegar em casa, foi pedir a Alice que prolongassem a maratona por mais um ano.


MOACYR SCLIAR escreve, às segundas-feiras, um texto de ficção baseado em notícias publicadas na Folha

25 de jun. de 2008

Passeio pelo Tietê?

Está um tanto quanto tedioso comentar fofocas de artistas. É sempre o mesmo. E agora estou numa fase de criticar notícia "séria".

É séria entre aspas mesmo. Veja essa:


A criança desde cedo aprende como é a enganação do ensino público - finjo que dou aula e você finge que entende -, carteiras quebradas, rabiscadas por alguns mini-vândalos, etc.

Olhe só! Levam as crianças pra ver/sentir o rio Tietê! Elas vão poder trabalhar com vários sentidos físicos: olfato, visão e até tato, pois o estado da água deve ser quase sólido.

Só falta dizer que vai ser uma experiência única, pois como a criança vai conseguir manter-se em pé ao sentir aquela cheiro de Cocô Chanel?

Esse "passeio" servirá tão somente como um alerta pra criançada quando estas incorporarem o capeta na casal de aula: "Joãozinho, se você jogar bolinha mais uma vez, te mando pro Tietê de novo!"

É o Estado mais uma vez cumprindo seu dever... de polícia?!

Fonte: G1.